
Ontem foi um dia estranho! Começou com a notícia da morte de Farrah Fawcett e as ultimas imagens de um ícone de beleza em uma cadeira de rodas, vítima comum de um câncer, deteriorada, devastada! Ainda estava tentando assimilar o fato de que meus ídolos estão indo embora, envelhecendo, sumindo...quando soube da morte repentina de Michael Jackson! Esqueendo os julgamentos às loucuras e posicionamentos adotados por ele, entendendo que se tratava de uma vítima da fama mal processada, quem não sente um pouco de si mesmo, de uma parte da juventude se enterrando com essas duas perdas? Aquela mulher linda que as adolescentes se espelhavam consumida cruelmente por um câncer humilhante! Aquele menino que se destacava no "Jackson Five" cantando "Music and Me"... enquanto a gente dançava juntinho naquelas festinhas de play ground...!!! Ou o furacão que dançava como nunca se viu, que marcou época, com "Thriller", o disco mais vendido no mundo!!! Nós participamos disso, vibramos com isso, tivemos nossos ídolos. Quando aqueles que marcaram nossos bons momentos se vão, parece que uma parte nossa também morre! E a gente se conscientiza que o tempo é curto, que a vida é cheia de surpresas e que a morte chega sim, para todos! Somos a soma das nossas alegrias, dos bons momentos vividos, dos sonhos realizados e também das nossas pequenas tragédias, dos nossos sonhos desmoronados e dos calos que se criaram nas nossas almas para que continuemos sobrevivendo. Quando aqueles que nos troxeram momentos bons... ainda que nem saibam das nossas existências... morrem, uma espécie de gratidão silenciosa, até mesmo porque não seria escutada, toma conta da gente! Eu sinto como se minhas lembranças boas motivadas por eles tivessem que ser devolvidas, enterradas também, esquecidas. Elas ficam soltas porque quem nos deu sem nem saber dessa responsabilidade conosco, foi-se... levando o que lhes pertencia! E esse gosto metálico na boca, de tempo nosso que se vai, usurpado, é o cerco que se aperta quando morrem nossos ídolos! Parece que querem dizer que o fim, o mortal e triste encerramento, chega para todos, até para nós mesmos!



